23 de setembro de 2016

Quando a vibe tá positiva demais pra estar em uma pessoa só

No fim da estrada tinha uma lua, mal acreditei quando a vi. Pisquei os olhos, olhei para os lados, perguntando-me se as outras pessoas também estavam vendo aquilo… Eu estava um alvoroço, queria gritar, e pular, e rodar até ficar tonta. No fim da estrada tinha uma lua, mas a estrada não terminava, e a cada km rodado a expectativa de alcança-la aumentava, meu coração acelerava cada vez mais fazendo uso do combustível que aquela ilusão proporcionava. É claro que eu sei que não tem como eu simplesmente alcançar a lua no momento, e sei também que ela não está no fim da estrada, mas fiz uso da imaginação, mergulhei de corpo e alma, de cabeça, fazendo acrobacias no ar e logo, na água. Eu estava nadando e nadando, até que deixei a água me levar enquanto eu boiava na piscina. Eu poderia não alcançar a lua essa noite, mas ela havia me alcançado.

Como ouvir uma música no replay o dia todo e ter uma boa e longa conversa com quem você gosta, eu estava completamente em sintonia, combinando minhas emoções com o momento. Sabe aquela saia azul que fica bem com um sapato preto, mas também fica bem com um sapato branco? Simplesmente porque são cores que combinam com qualquer outra cor: branco, a reunião de todas as cores, preto, a ausência de toda e qualquer cor.

Questionei de três a quatro pessoas sobre hoje: Percebem essa vibe positiva no ar? Positividade atraí positividade, mas hoje ela caiu sobre nós inesperadamente, espalhando-se por todo o prédio, tomando posse de nossos corpos, obrigando-nos a sentir coisas que não esperavamos. Minhas pernas estavam formigando para se movimentarem mais rápido, e meu quadril queria fazer movimentos parecidos com aqueles que fazemos ao equilibrar um bambolê. Demos risadas, comemos a comida que fiz no almoço, mas na hora da janta, a gente olhava pro lado procurando alguém demonstrando os mesmos sentimentos que nós. Talvez estejamos loucos, ou talvez todos aqueles comprimidos finalmente tiveram efeitos: o mundo parece um lugar super divertido de se estar.

Eu queria falar sobre você, mas estava feliz demais para tentar estragar tudo com um pouco de misantropia¹. As pessoas estavam me elogiando muito, senti como se quisessem ser eu, e de repente a arrogância tomava conta de mim, ninguém mais importava, só queria me olhar no espelho e concordar com tudo que eles falaram, ignorando o fato da gente ter se falado mais cedo. Quem disse que eu percebi? Culpo a vibe, como culpo a genética sendo resposável pelo DNA, o fogo pela fumaça, a lua pelo sol. Eu estava feliz demais para ter sentimentos altivos² estampados em minhas atitudes. E eu não estava sozinha. 

1 - melancolia, depressão, tristeza. 2 - arrôgancia, orgulho.

21 de setembro de 2016

Histórias que dão errado, são histórias que acontecem de verdade

Para tudo. Sério, para tudo que tá fazendo, dê um tempo, concentre-se em mim. Isso, continue fazendo isso até o fim do texto. Amo ser o centro das atenções. Você se lembra quando te disse isso, não lembra? Ficaria brava se dissesse que não. Explico meu alvoroço: eu acabei de ter um momento. Sabe aqueles em que num piscar de olhos a sua mente viaja pra outra dimensão, onde é possível descrever tudo que está sentindo em belas palavras, cuja coerência e coesão mais perfeitas, impossível. A culpa foi um pouco da música também, confesso, Ed Sheeran é uma lenda em genuinidade, eu o amo como amo o jeito que você ainda me procura, e o jeito como isso me machuca.

Eu acabei de ter um momento, mas acreditaria se eu dissesse que nem me lembro mais no que estava pensando? Serei honesta, culparei o único responsável por isso antes que digam que eu preciso me esconder atrás de dedos apontados para não precisar admitir o que eu fiz. Eu viajei na viagem que é viajar por causa de você. Deixei pra trás as bagagens pesadas em Ilha Solteira e voltei para buscar em Pereira Barreto, vejo-me de volta ao café da tia, agora com um colar no bolso e uma pulseira a menos, recuperei as bagagens, elas continuam do jeito que estavam, pesadas com tijolos e cimento para poder reerguer aquele muro do qual eu não deveria ter aberto mão. 

Quem imaginaria que dentro de tais bagagens teria tanto peso e que eu as carrego por conta própria numa viagem tão longa a rodoviária? Logo eu, 1,63m, sem calos na mão, a cada dia que passa mais magra e esquecida, quem acreditaria que eu seria tão forte assim? 

Laranja é a cor do desencontro. Com os cotovelos encostados na bancada do guichê, virei meu rosto para ver o que estava atrás de mim, por pouco tempo consegui fazer com que todas aquelas pessoas sumissem, que o bar estivesse fechado e você com um pacote de biscoito na mão, passando a noite em branco assistindo seriados no celular e mandando mensagem pra mim sobre algum programa de televisão que estava passando ou sobre um mendigo que também passou por ali. A rodoviária nunca se fez tão lar pra mim como nesse pequeno momento que tive um pouco mais cedo nessa sexta-feira. 

Você deveria me ver conversando com meu colega na quarta-feira. 

Isso te deixaria em pedaços.

E eu não sei como me sentiria em relação a isso.

Eu vou encher de flores ao meu redor, plantarei girassóis e pintarei minhas unhas de rosa, vou sentir o cheiro de algum perfume forte e beber café deitada até cair no sono. Passarei um tempo imóvel, acompanhando o som da música e sentindo a vibração das minhas cordas vocais ao cantar o refrão junto com o cantor. Você já fez isso? É uma coisa que eu gosto muito de fazer, manter a mão no meu pescoço e sentir as vibrações enquanto falo ou canto. Coloca a mão no seu pescoço aí, faz de conta que sou eu, fala alguma coisa, fala o meu nome, fala o que você realmente quer dizer, e veja como isso soa. Sinta suas cordas vocais na ponta dos seus dedos, assim como eu já as senti em meu ombro direito.

18 de setembro de 2016

Morangos Urânia









Oi, gente!! Hoje vou ensinar vocês a dar um jeitinho naquela saia que você quer usar, mas se deu conta de que emagreceu horrores e ela não para de jeito nenhum na cintura, tudo que você vai precisar é alfinete, e prontinho! Mete o alfinete no cós da saia por trás de maneira que ela esteja do tamanho certo da cintura. Foi o que eu tive que fazer pra poder fugir das calças jeans que estão presas nas minhas rotinas.

Hoje fomos a colher morangos no Morango Urânia, que fica adivinha aonde! Em Urânia/SP. Risos. Uma cidadezinha a cerca de 60km de Aparecida do Taboado. Esse passeio lembrou-me bastante os Morangos Hidropônicos que a Rejane me levou lá no Sul, no começo de 2015.

Foi 1km e meio com o carro a 20km/h em uma estrada cheia de pedras pontudas, nunca imaginei que ficaria tão ansiosa em um caminho tão curto. Ao chegar no local, o cheiro de morango é o que mais chama a atenção. Há plantações de couve, amora e manga, de fato um lugar super agradável de estar. Um sr nos guiou até a plantação e ensinou-nos a colher os morangos, dando dicas e conselhos. Vale lembrar que é proibido comer morangos durante a colheita. Depois de colhermos, compramos por R$20,00 o kg.

Então colhemos vários morangos e compramos espetos com cobertura de chocolate, torta, suco... e ainda fomos presentados com geleia de amora. É muito amor para uma manhã só! A hospitalidade lá é de transbordar o coração de tão gentis e pacientes que são. 

Para o pessoal da região que ainda não conhecia, recomendo mais do que tudo dar uma passada lá, seja pelos morangos ou pela conversa boa e curiosa com os donos do local, vocês não vão se arrepender.

Ah, e como sempre, nem precisa falar, né? As fotos foram tiradas pelo celular da minha sis, e as melhores foram ela que tirou também, é claro.

Um beijo

15 de setembro de 2016

O problema daquele que é apaixonado por escrever

O problema daquele que é apaixonado por escrever são os momentos instantâneos e aleatórios de inspiração que ocorrem quando não há a possibilidade de registrar seus pensamentos por escrito, vendo-se acordado durante as viagens e grande parte da noite sofrendo de insônia, pois simplesmente aquela inspiração gigantesca, que partiu naquele momento que notou que essa noite não estava tão escura graças a lua, não te deixava em paz. Manteve-se acordado, imaginando que no dia seguinte escreveria um daqueles textos geniais, do qual adoraria ler e reler quantas vezes possível, mas no dia seguinte, a inspiração sumira, e tudo que restou foi aquela vontade enorme de ler algo que se escreveu, mas não fora registrado.

O escritor, todo aquele que se considera assim, ou é considerado, todo aquele que trabalha com isso ou encontra na escrita toda aquela paz que não pode ser comprada ou vendida, deveria ter contigo sempre um caderninho de anotações e uma caneta para não se encontrar em situações parecidas, fazendo o uso desses itens toda vez que encontrar-se inspirado. O problema de ser escritor é que ele encontra poesia, reflexão, registros a cada esquina que dobra, e as vezes o excesso de informações das quais guarda resulta em uma pequena-grande confusão interior. Na maioria das vezes, uma grande generosa quantidade de café e alguma dessas músicas sem sentidos cuja letra possui três linhas e ainda assim ganham prêmios como o Grammy, ajudam o escritor a distrair-se, e ao invés de escrever histórias, talvez, quem saiba, achar inspiração para viver histórias das quais algum outro escritor, se o conhecesse, escreveria sobre.

11 de setembro de 2016

Imagina se as cidades fossem cheias de flores





Oi, gente!

É impressão minha ou esse ano as árvores estão mais floridas do que os anos anteriores? Eu sou a p a i x o n a d a por flores e considero um crime ver tanto espaço vazio nas casas, ruas, cidades, sendo que esse mesmo lugar poderia estar cheio de flores, arvores, plantas. Que mal faria isso? Pelo contrário, acho que até faz um bem danado a natureza, nossa saúde, e ainda colabora com a decoração da cidade. Quem concorda manda um up aí!

As fotos foram tiradas por minha irmã, com o maaaaravilhoso iPhone dela. Obrigada, sis!! Nós nos divertimos bastante, foram altas risadas em meio ao Jardim Primavera. Aproveitei o calorão que está fazendo hoje pra usar esse vestido amarelo que é dela mesma, inclusive, e o cabelo sujo pra fazer um penteadozinho básico pra disfarçar os amassados dos cachos. Não funcionou muito, né?

Mas é isso, galeran! Obrigada por estarem aqui comigo. Big beijos